HYPOCRISY - «A TASTE OF EXTREME DIVINITY»
Quando vi pela primeira vez a capa deste 12º trabalho de originais dos Hypocrisy, comecei a dissertar sobre as possibilidades de Peter Tägtgren se encostar ao black death metal, como forma de escapar à estagnação que o seu grupo atingiu depois de 11 discos em que as variações musicais foram mínimas. Mas assim que «Valley of the Damned» começa a disparar aquela melodia tão característica dos Hypocrisy, as suspeitas caíram logo por terra: ainda não é desta que o afamado músico/produtor arrisca o quer que seja com a sua banda principal. Ainda bem, dizem os fãs da banda, que ao fim de 11 discos a ouvir a mesma coisa, ainda conseguem encontrar num novo álbum dos Hypocrisy, coisas interessantes e dignas de registo. «A Taste of Extreme Divinity» é de facto um bom álbum de death metal com malhas pujantes, (onde «Weed Out the Weak» e «Global Domination» se destacam) um Peter Tägtgren inspirado tanto vocalmente como na guitarra, e um baterista, Horgh, versátil e agressivo atrás do kit de bateria. Mas apesar da notória capacidade de dar ao death metal uma melodia soberba e desde logo reconhecível como sendo Hypocrisy, «A Taste of Extreme Divinity» é "só" mais um disco da banda, sem quaisquer tipo de oscilações, a não ser ao nível gráfico e lírico. 7/10Labels: a taste of extreme divinity, crítica, hypocrisy, review








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