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Sunday, November 08, 2009

SLAYER - «WORLD PAINTED BLOOD»

Com o sucesso vêm normalmente as grandes expectativas e desde cedo os norte-americanos Slayer se viram rodeados de um público fiel, até fanático, e também muitissimo exigente. Talvez por isso, quando a banda lançou o «Divine Intervention», depois de um «Seasons in the Abyss» que lhes alargou e de que maneira o público, vaticinou-se a queda dos Slayer, acusados de perder o vigor e o perigo de que os primeiros discos eram feitos. Acusações que «Undisputed Attitude» e «Diabolus in Musica» fizeram subir de tom. Mas a verdade é que mesmo «Diabolus in Musica» e o seguinte «God Hates Us All», apesar de serem porventura mais acessíveis, não deixam de ser álbuns de agressividade assinalável. Isto é, podem acusar os Slayer de muita coisa, menos de amolecer para tornar o seu som fácil para as rádios. Aliás, não me recordo de ouvir muitas vezes o «Dead Skin Mask», o «Stain of Mind» ou a «Eyes of the Insane» em rádios comercias ou na MTV, a não ser em programas especializados. Também não será em «World Painted Blood» que isso acontece. Se «Christ Illusion» devolveu aos Slayer a perigosidade que andava a faltar ao grupo, este 11º álbum de originais mantém os índices de agressividade, apesar de algumas falhas como a produção que se esquece de dar força às guitarras e alguns temas serem apenas recuperações de fórmulas e variações de riffs de temas de álbuns anteriores, como «Unit 731», «Beauty Through Order» e «Hate Worldwide». Depois temos ainda algumas músicas que parecem estar algo deslocadas como «Human Strain» que reporta à fase «God Hates Us All» e «Americon», escrita por Kerry King sobre o comércio petrolífero, que parece uma sobra do «Diabolus in Musica», apesar de ser uma música competente e catchy. Os melhores momentos do álbum são porém as últimas malhas do alinhamento, com a agressiva e ponto alto «Psychopathy Red», «Playing With Dolls» a fazer de «Dead Skin Mask», com um riff lúgubre e cheio de ambiente e «Not of this God» que mesmo sendo um óptimo final, não está ao nível de uma «Raining Blood» ou de uma «Supremist». Pelo meio «Public Display of Dismemberment» reporta aos tempos do «Reign in Blood» se é que tal é possível. No final de contas, «World Painted Blood» é um óptimo disco, desequilibrado como já «Christ Illusion» fora, mas demonstra que com 26 anos de carreira os Slayer ainda são capazes de compôr bons discos. 7,5/10

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