Sunday, December 27, 2009

OS MELHORES DE 2009: DAWNRIDER

Ao longo das próximas semanas vamos dedicar o Event Horizon ao balanço do ano, com a publicação das listas com aqueles que considerámos como os melhores, assim como da lista final dos cibernautas que nos visitam, numa votação que está de pé até ao dia 5 de Janeiro.
Enviem para o efeito os vossos 5 álbuns nacionais + 5 internacionais preferidos para paulofigueiredo2580@yahoo.com.
Enquanto estas listas não são publicadas, optámos por inquirir algumas conhecidas bandas da nossa praça, acerca de quais os seus favoritos de 2009.
Aqui ficam os eleitos do guitarrista Hugo "Rattlesnake" Conim dos doomsters Dawnrider.
***
Internacional: Iron Man - «I Have Returned»

Nacional: Ironsword - «Overlords of Chaos»

Thursday, December 17, 2009

CELAN - «HALO»

Cabe aos Celan a honra de finalizar o ano 2009. A partir daqui dedicaremos o Event Horizon ao balanço do ano, que decorrerá até dia 5 de Janeiro.
Os Celan são formados por Ari Meyers dos Einstürzende Neubauten, Chris Spencer dos Unsane, Niko Wenner dos Oxbow e Franz Xaver e Phil Roeder dos flu.ID. De um line-up destes o que se pode então esperar? «Halo» compõe-se de um conjunto de músicas com base num pós-industrial, para se desenvolver através do noise rock e do pós-rock. A grande sustentação das canções é sem dúvida a voz de Chris Spencer que tem momentos de excelência na depressiva «Sinking» e «A Thousand Charms». Também nos teclados subtis e elegantes de Ari Meyers reside uma das forças vitais da sonoridade dos Celan, que são uma proposta ideal para amantes de Neurosis, Tool, Melvins, Godflesh e Isis. 9/10

PRAYERS OF SANITY - «RELIGION BLINDNESS»

Este foi um excelente, senão mesmo, o melhor ano da história do metal nacional. A relação qualidade-quantidade de facto não poderia ter sido melhor com um lote respeitável de bandas em posição para se apoderarem do título de melhor disco do ano. «Religion Blindness» tem todas as condições para isso. Num altura em que o thrash está de novo na moda, este até poderia ser um típico produto que teria apenas o intuito de capitalizar um trend e forçar entrada pela porta grande numa editora como a Nuclear Blast, Metal Blade ou Century Media. No entanto, ao ouvir este álbum, torna-se claro que algo distancia os Prayers of Sanity de grande parte das bandas que apareceram nos últimos meses a autodenominar-se como thrash metal. Esse ingrediente especial é em suma a mescla de talento e coração. Talento pela inequívoca capacidade de engendrar riffs simples mas ultra-eficazes e contagiantes e a de proporcionar performances individuais de classe, com uma produção nada menos do que perfeita. Coração, porque se nota que os Prayers of Sanity respiram THRASH METAL, não só de origem Bay Area (Exodus, Anthrax e Metallica) como alemã (Kreator, Destruction e Sodom). Pelo menos, até chegarmos a «Shards of Evil». Neste tema é a Iced Earth circa «The Dark Saga», que os Prayers of Sanity soam. Em suma, «Religion Blindness» é claramente um dos grandes discos de thrash metal de 2009... não só dos nacionais. 8,5/10

OBLIQUE RAIN - «OCTOBER DAWN»

Apesar de não terem sido lançados este mês, os álbuns de Oblique Rain e Prayers of Sanity, foram acolhidos com tal agrado entre nós, que se tornou impossível deixá-los passar incólumes, sem que tecessemos algumas palavras de apreço. «October Dawn» é o segundo registo dos portuenses Oblique Rain, banda de progressive metal que lançou em 2007 o surpreendente «Isohyet». Este segundo registo representa uma agradável evolução na sonoridade do grupo, incrementando a parcela mais melódica que remete para uns Katatonia, Anathema ou Opeth. Não que estas bandas não se ouvissem em «Isohyet», mas porque em «October Dawn» são ainda mais audíveis. Esta opção, usada sempre com sensatez e fugindo ao descarado rip off, faz dos Oblique Rain um portento de sensibilidade melódica, ideal para ouvir nestes dias chuvosos, e que sublinha uma capacidade composicional sem paralelo em Portugal. Um dos grandes discos nacionais de 2009. 8/10

Sunday, December 13, 2009

HEAVENLY - «CARPE DIEM»

Uma das últimas propostas a chegar este ano, foi este «Carpe Diem» dos power metallers Heavenly, um grupo francês, responsável por óptimos trabalhos como «Dust to Dust» e «Virus». No entanto, num ano em que se editaram alguns bons discos do género, «Carpe Diem» está talhado para não fazer mossa. Trata-se de uma disco com todos os ingredientes básicos (boa produção, execução e boa noção de peso e melodia) mas ao qual falta algo que torne estas canções de refrão-verso-refrão, irresistíveis. Falta em suma, transcendência. É claro que recuperando qualquer um dos álbuns acima referidos, é notório que há muita capacidade nos elementos dos Heavenly, simplesmente este álbum não lhes faz justiça. 6/10

HELLFUELED - «EMISSION OF SINS»

Escusado será nesta altura do campeonato dizer que os Hellfueled são uma banda exclusivamente centrada no passado, resgatando aos Black Sabbath e à carreira a solo de Ozzy Osbourne grande parte da sua influência. Torna-se aliás curioso verificar que esta banda tem já 4 álbuns de originais e um EP, nos quais a fórmula é sempre a mesma. A partir daqui a escolha é sempre do ouvinte, se é fã de hard n' heavy centrado em riffs rockeiros simples e pesados, com uma boa dose de blues, então «Emission of Sins» merece uma escutadela, se bem que ao pé do óptimo «The Devil You Know» dos Heaven & Hell, este disco soe muito pobrezinho. 6,9/10

Tuesday, December 08, 2009

BOSQUE - «PASSAGE»

Se pouco ouvimos falar nos Bosque nos últimos tempos, a verdade é que 2009 foi o ano mais produtivo para DM, que lançou a demo de «Erasure» (tema incluído em «Passage») e um split com os Lotus Circle, para em Outubro editar este primeiro longa duração «Passage». Para qualquer leitor menos atento, os Bosque são uma one man band de Vila do Conde, em que DM é o único elemento efectivo. A sonoridade do projecto é um funeral doom que ocasionalmente roça um atmospheric depressive black metal. Em suma, material do mais obscuro, lento e depressivo alguma vez gravado. «Passage» funciona bastante bem como disco ambiental, projectando riffs minimalistas e white noise, enquanto as vocalizações se desdobram num tom "angelical" e num outro mais sofrido e arrastado. Não será de todo fácil digerir um disco como «Passage», que se desenvolve através de 4 temas que duram 44 minutos. A massa envolvente e deprimente que brota das colunas pode num apropriado mood ser hipnótico e extremamente apelativo, situado entre uns Tyranny e uns SunnO))), mas também insuportável para quem não estiver familiarizado com este tipo de sonoridades. É no entanto inegável que no seu espectro, «Passage» é um disco soberbo e transportador de uma aura de clássico a ser reconhecido tardiamente. 9/10

ARKONA - «GOI, RODE, GOI!»

Os russos Arkona já andavam a prometer um disco destes desde da estreia em 2004 com «Vozrozhdenie». «Goi, Rode, Goi!» traduz finalmente todo o potencial do folk da banda russa, que consegue num disco com 14 temas e 1 hora e 20 de duração gravar um excelente disco de folk metal, que deverá entrar directamente para o restrito lote de discos clássicos do género. É um disco onde se encontra agressividade, (ver «Tropoiu Nevedannoi (On The Unknown Trail)»), refrões folk alegres (em «Goi, Rode, Goi!»), composições épicas e intricadas (no tema de 15 minutos «Na Moey Zemle (In My Land)») e músicas mais curtas e directas onde se resume tudo isto, («Liki Bessmertnykh Bogov (Faces Of Immortal Gods)»). O resultado é absolutamente cativante e soberbo, fazendo de «Goi, Rode, Goi!» um trabalho admirável a todos os níveis e dificílimo de superar. Claramente o disco de folk metal do ano, só não leva nota máxima pela dispersão que a longa duração do disco proporciona. 8,6/10

LAUDANUM - «THE CORONATION»

Apesar de ser a altura ideal para os Laudanum lançarem finalmente o follow-up a «The Apotheker» de 2004, «The Coronation» é tudo menos uma proposta obrigatória para os fãs de sludge/doom. Num ano em que foram vários os óptimos trabalhos do género, «The Coronation» não se revela uma proposta tão aliciante quanto isso. A sonoridade deambula entre uns Burning Witch e uns Electric Wizard sem nunca atingirem a preponderância de nenhuma das bandas. Demasiado centrados em criar ambiente, os Laudanum acabam por tornar as suas composições aborrecidas como na intro «Procession», em «In Obscura» e na interminável «Apotheosis». Como pontos altos, «Invoke» sem dúvida, com Judd Hawk numa prestação vocal visceral e arrepiante, e «Wooden Horse» num dos poucos momentos em que os Laudanum conseguem criar uma atmosfera simultaneamente arrastada e sufocante sem ser aborrecida. Para fãs das sonoridade depressivas, quase exclusivamente e mesmo assim à condição. 6,7/10

REVOLUTION WITHIN - «COLLISION»

Primeiro lançamento dos Revolution Within, banda de Santa Maria da Feira, que protagoniza mais uma das boas estreias do metal nacional em 2009. «Collision» contém um total de 8 faixas, sendo que duas são intros, de thrash metal straight forward, que relembra bandas como Sepultura (em «Destroy»), Pantera (em «Sorrounded By Evil») e Machine Head (em «Stand Tall»). O ponto forte de «Collision» é porém a sensibilidade melódica, nomeadamente dos solos, que resgata ao death metal sueco muitas das suas virtudes, como por exemplo nas variações ritmícas de «Sinner». É contudo no thrash que os Revolution Within baseiam as suas composições, dotando-as de um shredding impossível de resistir como em «Stand Tall» ou em «Silence» (personal favourite). Não custa imaginar a pujança destes temas ao vivo, ainda que a produção de Paulo Lopes, nos estúdios Soundvision, mereça alguma desconfiança quanto à reprodução deste poderio ao vivo, algo a conferir rapidamente numas das datas que os Revolution Within disponibilizam no seu MySpace. Num ano altamente profícuo para o metal nacional, os Revolution Within são um nome de qualidade a juntar a esta cada vez mais interessante NWOPHM. 7,6/10

THE RED CHORD - «FED THROUGH THE TEETH MACHINE»

Os norte-americanos The Red Chord fazem parte daquele grupo de bandas que gosta de misturar vários sub-géneros extremos nas suas canções, como fazem por exemplo, os Winds of Plague ou os Between the Buried and Me. É por isso audível em qualquer um dos discos da banda, elementos de grind, death metal e metalcore. A diferença é que não se limitam aAdicionar imagem tentar ser o mais excêntricos e extremos, como também abrem espaço para compôr boas canções, como a envolvente «Demoralizer» e «Floating Through the Vein». Já «Hour of Rats» recorda muitas das características do death metal sueco e «Hymns and Crippled Anthems» recorre a alguma técnica respeitável assim como aos famosos breakdowns. Pessoalmente considero que «Fed Through the Teeth Machine» fica muito a ganhar pelo facto das músicas serem todas muito curtas e straight to the point, sem lugar a devaneios que não sejam de oferecer ao ouvinte malhas de raivoso death metal bem dinâmico que versa sobre pertinentes questões sociais dos nossos dias. O único, mas importante ponto menos bom, é a natural comparação com o melhor disco do banda, «Fused Together in Revolving Doors» de 2002. Guy Kozowyk canta em «Embarrassment Legacy», "My life's work is forgotten", esperemos que este seja um álbum que não caia rapidamente no esquecimento. 7,8/10

ESPECIAL CONCERTOS

As reviews a concertos têm estado ultimamente afastadas do Event Horizon, por isso com a ajuda do CC e de uma colaboradora especial, aqui ficam umas curtas apreciações a alguns gigs a que tivemos o prazer de assistir nos últimos tempos:

ARCH ENEMY: Incrível Almadense 04/12/2009
Concerto cheio de garra com alguns problemas iniciais com o som, rapidamente resolvidos ao fim das 3 primeiras demolidoras canções. Angela Gossow foi incansável, a motivar o povo que se deslocou em massa a Almada. O set-list foi do agrado da maioria com temas retirados de praticamente todos os álbuns da banda. Destaque para o sing-along em «We Will Rise» e para a variedade do concerto a incluir solos de guitarra, de bateria e ainda o instrumental «Fields of Desolation» a terminar. A abrir noite estiveram os Angelus Apatrida que conquistaram alguns fãs, numa sala ainda muito despida de público. Os Abigail Williams colheram mais indiferença do que aplausos. CC

NILE + Krisiun + Grave + Ulcerate + Corpus Mortale: Cine-Teatro de Corroios 03/12/2009

Uma casa também bem composta para um pack respeitável de bandas de death metal em que os Nile se destacavam como headliners. Corpus Mortale como de costume basearam a sua actuação em zombies e coisas que tais, deu para aquecer o pescoço e pouco mais. Os Ulcerate eram a curiosidade da noite. Com um disco excelente às costas, residia neles a expectativa de se transportariam toda a técnica presente em «Everything is Fire». Infelizmente, o grupo não esteve em noite sim, tendo a actuação sido longe de convincente e sem o apoio do público que raramente percebeu o que estava ali a acontecer. Os Grave são a máquina de swedish death metal do costume. De todas as vezes que os vi, deram grande concertos. Esta noite não foi excepção. Os brasileiros Krisiun foram igualmente uma máquina trituradora, como sempre, retirando temas de quase todos os álbuns. Destaque para o vocalista muito (demasiado) comunicativo. Os Nile traziam o brutalíssimo «Those Whom the Gods Detest» e tiveram uma actuação como poucas. Se nos álbuns os Nile conseguem ter muito ambiente aliando-o à agressividade, ao vivo, as tropas de Karl Sanders não fazem por menos e arrasam qualquer sítio por onde passam. Um desfile de clássicos, um som perto do excelente, um público boquiaberto perante a destreza de George Kollias e um Karl Sanders no mínimo brilhante a comandar as hostes. Sem dúvida um dos melhores concertos a que o cine-teatro já assistiu. CC

ISIS + Circle - Keelhaul: Incrível Almadense 28/11/2009

Casa bem composta para uma das mais esperadas datas dos últimos meses. Os Isis vieram a Almada com «Wavering Radiant» na bagagem e protagonizaram momentos sublimes com «Ghost Key», «Carry» e «Threshold of Transformation», que decerto ficarão na retina de todos os que presenciaram o concerto. Grande atmosfera, excelente postura e profissional e tecnicamente irrepreensíveis. Bem podiam ter tocado a noite toda que ninguém se importaria. Os Keelhaul eram esperados com curiosidade, mas não foram muito bem sucedidos. O som estava estranho e a sala ainda estava a compôr-se, o que não ajudou ao ambiente. Os músicos ressentiram-se disso mesmo. Os Circle foram um momento stand-up comedy num concerto de metal. Apenas com o objectivo de relaxar e entreter os presentes, de certeza que ninguém lhes ficou indiferente. PF

DREAM THEATER + OPETH + Unexpect + Bigelf: Palácio de Cristal 22/10/2009

Noite de progressivo de primeira linha no Palácio de Cristal no Porto, um local pouco habitual para estas andanças, mal aproveitado pela organização, que ao nível logístico esteve péssimo. Os maiores problemas da noite foram no entanto outros. Bigelf e Unexpect podem resumir-se num único ponto, boa música em péssimas condições, raramente se pode dizer que soa a boa música. Opeth foi um miscast deste tour. Uma hora de actuação soube de facto a muito pouco. O grupo lá aproveitou como pôde o tempo concedido, numa set-list, diga-se algo desiquilibrada e por certo, preparada para o público do prog. Os Dream Theater tiveram a noite menos inspirada de todas as datas portuguesas. O som esteve sempre deficiente e o grupo sempre exímio na execução e auxiliado por um respeitável apareto visual, não terá escolhido uma série de canções emblemáticas que o povo espera deles, desde logo temas do «Six Degrees of Inner Turbulence» e «Train of Thought», assim como o clássico «Take the Time». E onde esteve o single de «Black Skies & Silver Linings», «A Rite of Passage»? Para além da duvidosa escolha do set, James LaBrie mostrou porque continua a ser muito contestado, sempre parado sem energia nenhuma. RF

MARDUK + VADER + Fleshgod Apocalypse + The Ordher: Cine-Teatro de Corroios 16/10/2009

Os brasileiros The Ordher tiveram honras de abertura do concerto com a sala deserta, mas acabaram com toda a gente a aplaudi-los. A versão da «Troops of Doom» de Sepultura também ajudou, já o brutal death metal da banda não convenceu ninguém. Os Fleshgod Apocalypse embrulharam-se em tecnicismo exarcerbado e deitaram por terra a oportunidade de mostrar toda a fúria do álbum «Oracles», a versão da «Blinded By Fear» de At the Gates garantiu aplausos assim como a «In Honour of Reason». Os Vader foram a banda mais aplaudida da noite, com uma potentissima descarga de death metal em que «Wings», «Silent Empire» e «Rise of the Undead» causaram muitos estragos na plateia. Grande som, grande banda, um frontman cheio de atitude. Bem podiam ter fechado a noite. Marduk desiludiu. Não por culpa dos músicos, mas porque o cartaz não os favorece. Depois de 3 bandas Death, ouvir Marduk, estranha-se o som e não é a mesma coisa do que ouvir em casa (especialmente o vocalista). Depois falta-lhes ambiente e cenário: se são cabeças de cartaz convém dar ao povo mais do que um pano de fundo com caveiras e aparecerem com corpsepaint ranhoso. Pede-se atmosfera, que por muita presença de palco que os Marduk (especialmente Mortuus) têm, simplesmente não existe. Depois a queda do Mortuus não fez parar o concerto mas fez mossa na confiança do músico, que nunca mais foi a mesma. E por último o público. Aqui subscrevo o Mortuus: "for fucks sake!", para quê pagar um bilhete de 20 euros para desprezar os cabeças de cartaz??? Sobretudo depois da excelente resposta que o povo deu aos FA e aos Vader?? Só na Baptism By Fire e na Wolves vi algum entusiasmo e mesmo assim só na primeira é que o mosh pit funcionou... enfim... o setlist foi equilibrado entre músicas antigas e recentes, mas comparativamente ao concerto do Porto, ficámos a perder a Azrael (que não me apercebi que tenham tocado, tal a merda de som que estava) e o encore com a Panzer Divison Marduk. Depois do concerto no Colinas Bar e deste, os Marduk vão ficar com trauma em relação a Portugal. PF

Sunday, December 06, 2009

COMPILAÇÃO 'HISTÓRIA DO GOTHIC METAL'

Ao quarto mês chega o Gothic Metal. Apesar de ser relativamente fácil identificar uma série de bandas responsáveis pelo sucesso do género, que teve o seu auge, primeiro entre 1994 e 1996 e depois com o metal finlandês em destaque no início dos anos 00, a verdade é que alguns álbuns cruciais para o Gothic Metal até nem foram gravados por grupos tradicionais do estilo. Os primeiros elementos hoje tradicionais no Gothic Metal podem ser encontrados nos álbuns dos Celtic Frost e é inegável a importância que o trio da Peaceville teve no género no início da década de 90. Depois temos ainda dois álbuns curiosamente do mesmo ano (1999) que fizeram crescer interesse no Gothic Metal, o atípico «Endorama» dos Kreator e o «Projector» dos Dark Tranquillity. Como sempre em baixo estão: a lista por ordem cronológica dos principais álbuns de Gothic Metal (31 no total) e respectivas músicas e ainda uma lista com outras sugestões.
Relembro que estão disponíveis as compilações do Doom Metal, Black Metal e Death Metal.
Don't Mistake Lack of Talent For Genious
Paulo Figueiredo
Tracklist:
  1. Celtic Frost - Into the Pandemonium (Rex Irae) 1987
  2. Tiamat - Clouds (The Sleeping Beauty) 1992
  3. Danzig - III: How the Gods Kill (Sistinas) 1992
  4. Type 0 Negative - Bloody Kisses (Black Nº1) 1993
  5. Anathema - Serenades (Sleepless) 1993
  6. Paradise Lost - Draconian Times (Forever Failure) 1995
  7. My Dying Bride - The Angel and the Dark River (Your Shameful Heaven) 1995
  8. The Gathering - Mandylion (Strange Machines) 1995
  9. Sentenced - Amok (Nepenthe) 1995
  10. Theatre of Tragedy - Velvet Darkness They Fear (Seraphic Devilry) 1996
  11. Moonspell - Irreligious (Ruin & Misery) 1996
  12. Therion - Theli (To Mega Therion) 1996
  13. Samael - Eternal (Shining Kingdom) 1996
  14. Him - Greatest Love Songs Vol.666 (Your Sweet Six Six Six) 1997
  15. The 3rd and the Mortal - In This Room (Sophisticated Vampires) 1997
  16. Rotting Christ - A Dead Poem (Sorrowful Farewell) 1997
  17. Tristania - Widows Weeds (Pale Enchantress) 1998
  18. Katatonia - Tonight’s Decision (In Death, a Song) 1999
  19. The 69 eyes - Wasting The Dawn (Lay Down Your Arms, Girl) 1999
  20. Diabolique - The Black Flower (Dark Rivers Of The Heart) 1999
  21. Dark Tranquillity - Projector (UnDo Control) 1999
  22. Kreator - Endorama (Everlasting Flame) 1999
  23. Within Temptation - Mother Earth (Mother Earth) 2000
  24. Hollenthon - With Vilest of Worms to Dwell (Y Draig Goch) 2001
  25. Lacuna Coil - Comalies (Heaven's a Lie) 2002
  26. Nightwish - Once (Nemo) 2004
  27. Cradle of Filth - Nymphetamine (Nymphetamine) 2004
  28. Battlelore - The Last Alliance (Third Immortal) 2008
  29. Trail of Tears - Bloodstained Endurance (A Farewell to Sanity) 2009
  30. Epica - Design Your Universe (Martyr of the Free Word) 2009
  31. Amorphis - Skyforger (Silver Bride) 2009

Link: http://www.megaupload.com/?d=CBL0DUM4

Outras sugestões:

Heavenwood - Diva (1996)
The Blood Divine - Awaken (1996)
Darkseed - Give Me Light (1999)
Myriads - In Spheres Without Time (1999)
To/Die/For - All Eternity (1999)
Canaan - Brand New Babylon (2000)
Crematory - Believe (2000)
After Forever - Decipher (2001)
Alas - Absolute Purity (2001)
Danse Macabre - Eva (2001)
Novembre - Novembrine Waltz (2001)
Beseech - Souls Highway (2002)
Monumentum - Ad Nauseam (2002)
The Provenance - Still at Arms Length (2002)
Silentium - Sufferion, Hamartia of Prudence (2003)
Theatre des Vampires - Nightbreed of Macabria (2004)
The Vision Bleak - The Deathship Has a New Captain (2004)
Even Vast - Teach Me How to Bleed (2007)
Coronatus - Porta Obscura (2008)
Draconian - Turning Season Within (2008)
Sirenia - The 13th Floor (2009)
Autumn - Altitude (2009)
Ava Inferi - Blood of Bacchus (2009)

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