Sunday, January 31, 2010

OVERKILL - «IRONBOUND»

Conhecem aquela frase cliché que as bandas utilizam quando lançam discos novos: "este é o nosso melhor disco de sempre"? Se nesta altura há alguém que pode dizer isto sem soar a hipocrisia é Bobby "Blitz" Ellsworth o vocalista e mentor dos Overkill, que tem neste momento sem dúvida o mais poderoso e coeso trabalho da sua longuíssima carreira. Não se trata de ignorar a importância de títulos como «Feel the Fire» (1985) e «Taking Over» (1987), mas a de constatar que os Overkill de hoje são muito mais pertinentes a todos os níveis do que numa época em que Metallica, Megadeth, Slayer e Anthrax dominavam a cena americana, sendo os Overkill praticamente ignoradas durante largos anos, pelo menos até as bandas acima citadas começarem a ser fenómenos de massas. E como podem os Overkill de hoje ser então mais pertinentes do que os Overkill da década de 80? Simples. Para além de não estarem tapados pelo big four, com um disco como «Ironbound» podem perfeitamente chamar a si a atenção de uma nova geração sedenta de bom thrash metal, sonoridade que este disco representa a 100%, nas brilhantes «The Green and Black», «The Goal is Your Soul» e no riff principal de «Ironbound». Para além da fúria descontrolada de «In Vain» e «The SRC» e na influência punk de «Bring me the Night». Tudo fruto de um acumular de conhecimento e experiência de 30 anos a tocar metal. Concluíndo, «Ironbound» tem tudo para vir a ser um clássico da era moderna. 10/10

GAMMA RAY - «TO THE METAL»

Os germânicos Gamma Ray, liderados por Kai Hansen, são uma das mais respeitadas bandas de speed/power metal europeu, com títulos como «Land of the Free» (1995) e «Somewhere Out in Space» (1997), e que apesar de serem sobretudo reconhecidos por esses clássicos, conseguem álbum após álbum manter um nível qualitativo apreciável, mesmo quando recuperaram o conceito do álbum de 1995, com o «Land of the Free II» de 2007. Após estes 3 anos de ausência, Hansen regressa com um álbum que declara solenemente que é "To the Metal", num título que tanto tem de simples e até vulgar, como reflecte de alguma forma o material que se encontra no seu interior. Material na senda do que os Gamma Ray sempre fizeram, entre temas speed como «Rise», «Deadlands» e «Shine Forever», como melódicos e clássicos como «Mother Angel», na balada «No Need to Cry» e na faixa título que faz lembrar, por incrível que pareça, os Manowar. Até Kai Hansen faz lembrar Eric Adams! Apesar de tudo, «To the Metal» é um disco de metal simples, melódico e competente, como se exige a uma banda do calibre dos Gamma Ray, não obstante de também ser um disco sem a transcendência de um «Majestic» ou «Powerplant», já para nem sequer citar um dos trabalhos clássicos da banda alemã. 7,3/10

ORPHANED LAND - «THE NEVER ENDING WAY OF THE ORWARRIOR»

Quebrar barreiras socio-linguísticas, políticas, religiosas e económicas. A música tem este incrível poder: o de mudar mentalidades ou pelo menos de conseguir pôr as pessoas a pensar sobre assuntos sobre os quais o quotidiano na sua velocidade estonteante não nos concede tempo para pensar. Essa capacidade de mudar mentalidades é hoje cada vez menor, com o cada vez maior desdobramento sobre pequenas coisas, sobra de facto pouco tempo para darmos atenção a alguns factos importantes da sociedade e acabamos por deixar essas preocupações/discussões ao cargo de quem o pode fazer. A música funciona assim como um despertar para um determinado estado de consciência para algo que sabemos que existe, mas sobre o qual raramente reflectimos. Alguma música pelo menos. É o caso dos Orphaned Land, uma banda sediada em Israel que soube crescer na adversidade político-religiosa do seu país a tocar metal e a congregar nas suas fileiras de fãs tanto judeus como cristãos e muçulmanos. É a isto que se chama ser bem sucedido onde toda a política e diplomacia parece falhar. E ainda por cima, estamos perante um grupo que apesar de ter o fetiche de lançar discos de looooonga duração, não deixa de manifestar uma qualidade musical muito acima da média, ao conjugar progressivo, doom/death e gothic metal, num único projecto em que a música étnica assume igualmente um papel preponderante, oiçam a «The Warrior» por exemplo. Que se faça luz sobre estes guerreiros do médio oriente e que a sua mensagem se espalhe por todo o mundo, porque muito teria a sociedade a ganhar se lhes desse ouvidos. 9/10

HEATHEN - «THE EVOLUTION OF CHAOS»

Para uma banda que existe desde 1986, dizer que este é o seu 3º álbum longa duração, constitui só por si uma surpresa, sobretudo porque os álbuns «Breaking the Silence» (1987) e «Victims of Deception» (1991), são autênticos clássicos de speed thrash, pouco referidos em listas dos melhores do género, mas venerados por uma vasta legião de fãs. «The Evolution of Chaos» chega numa boa altura em que o thrash está de novo na moda, o que por outro lado, fez com que abordassemos este disco com alguma desconfiança. Felizmente para o legado dos Heathen, «The Evolution of Chaos» fica claramente à altura do historial da banda e isso fica desde logo provado nas primeiras músicas «Dying Season», «Control by Chaos» e na épica «No Stone Unturned» que por si só justifica a aquisição deste disco. Se a este fantástico disco, juntarmos a bomba que é «Ironbound» dos Overkill, podemos dar como garantida a saúde do thrash metal da velha guarda. 8,5/10

DREAM EVIL - «IN THE NIGHT»

É agradável ouvir de vez em quando uma banda como os Dream Evil, apostada em manter os standards do metal melódico e a enfatizar uma mensagem kitsch de true metal. Tem piada e está muitissimo bem feito, com refrões cativantes que mandam levantar os punhos e abanar a cabeça como em «Bang Your Head» e «Immortal». De qualquer forma os Dream Evil acabam por ser mais efectivos quando dão lugar à melodia clássica e esgalham temas que parecem directamente saídos dos eighties, não fosse a pulida produção de Fredrik Nordstrom, também elemento dos Dream Evil. Já havia sido assim no anterior «United» e em «In the Night», as músicas «See the Light», «Electric» e «In the Fires of the Sun» são sem dúvidas as menos saturadas e que dão vontade de ouvir mais vezes. «In the Night» não é de todo uma obra obrigatória, mas se apreciam por exemplo, uns Firewind, terão muito a ganhar de pegarem neste disco. 8/10

IHSAHN - «AFTER»

Não é propriamente uma surpresa constatar que «After» é um álbum de grande classe. Estamos afinal a falar do projecto do estratega dos seminais Emperor, somente umas das influentes bandas de metal de todos os tempos, que a título pessoal Ihsahn já nos tinha oferecido uma estreia auspiciosa mas confusa com «The Adversary» e um excelente sucessor «angL» em que o músico norueguês começava a definir o seu território musical. «After» é culminar dessa busca de identidade num álbum repleto de firmeza, destreza e visão artística actualmente ímpares na cena. Seja no black metal progressivo de «Frozen Lakes on Mars», ou na subtileza melódica de «After», passando pela graciosidade vs agressividade de «Undercurrent» e pelo saxofone, cortesia de Jorgen Munkeby, habilmente inserido durante o álbum, especialmente em «A Grave Inversed» e «On The Shores». O único problema de tudo isto é que assim dificilmente os Emperor voltarão a gravar o que quer que seja. 9/10

DARK FORTRESS - «YLEM»

Já com uma respeitável discografia que inclui 6 discos nos últimos 9 anos, os alemães Dark Fortress criaram um particular culto à sua volta, mesmo não sendo propriamente criadores de algum álbum genial, a qualidade média dos seus trabalhos é bem positiva, o que acaba por se tornar também uma boa imagem de marca para uma banda de segunda linha, neste caso do black metal europeu. «Ylem» é assim um disco que demonstra a habitual capacidade do grupo germânico em compôr boas malhas de black metal, com influências de vários quadrantes musicais como do gothic metal («Osiris»), progressivo («Redivider»), doom («Wraith») e death metal («Evenfall»). Uma dinâmica bem presente nas 11 faixas com 70 minutos de duração, que podem parecer demasiados, mas não para uma banda com tão largo espectro como os Dark Fortress. 7,6/10

IN VAIN - «MANTRA»

Actualmente poucas bandas se podem orgulhar de criar com um álbum de estreia, o buzz que os noruegueses In Vain fizeram com o seu brilhante «The Latter Rain». O problema lá está, é que a fasquia fica demasiado alta para uma jovem banda que está a dar os primeiros passos, e que pode logo ali arruinar uma promissora carreira com base em elevadas expectativas exteriores. Como tem acontecido com os doomsters Swallow the Sun que nunca mais conseguiram atingir a genialidade de «The Morning Never Came». Ao ouvir este «Mantra» não podemos deixar de sentir que semelhante destino aguarda os In Vain, mas com a diferença de que o grupo escandinavo só tem a culpar-se a si próprio. Este follow-up a «The Latter Rain» é um churrilho de ideias desconexas e sem sentido (e sentimento) em que se passa de um agradável doom/death de «Ain't no Lovin'», para uma sonoridade southern american em «On The Banks Of The Mississippi» como logo a seguir salta para um espécie de black metal progressivo em «Dark Prophets, Black Hearts» com uma passagem à Opeth lá pelo meio. Demasiadas ideias sem lugar para as pôr («Wayakin (The Guardian Spirit of the Nez Perce)» é um exemplo perfeito disso mesmo), «Mantra» é mais uma manta de retalhos, longe de constituir um digno sucessor de uma das mais auspiciosas estreias a que o metal assitiu nos últimos anos. 6/10

ABIGOR - «TIME IS SULPHUR IN THE VEINS OF THE SAINT...»

Se existe característica comum à discografia dos Abigor é a variedade. Desde do black melódico e inventivo de «Verwüstung/ Invoke the Dark Age» (1994), «Nachthymnen (From the Twilight Kingdom)» (1995) e «Opus IV» (1996), até ao black metal industrial de «Satanized (A Journey Through Cosmic Infinity)» (2001) e «Fractal Possession» (2007), passando pelo BM sinfónico e ambiental de «Supreme Immortal Art» (1998) e pela fase mais experimental de «Channeling the Quintessence of Satan» (1999), estes austríacos sempre fizeram questão de operar mutações no seu som, deixando os fãs sem saber bem o que esperar de um novo disco. Talvez por isso, os AbigorItálico são das bandas de black metal menos conhecidas da praça. Neste novo álbum composto por apenas duas faixas num total de 38 minutos, os Abigor deixam de lado a sua faceta mais industrial (embora não completamente), em favor de uma sonoridade mais obscura e trabalhada em função da atmosfera, sem recaír necessariamente nos teclados, mas antes num ambiente áspero veiculado das guitarras e do baixo e de um exímio trabalho vocal de A.R. Sem ser um álbum brilhante, «Time is Sulphur in the Veins of the Saint...» é competente e deverá agradar a ambos os fãs da fase mais antiga da banda, como da mais recente. 7/10

SIGH - «SCENES FROM HELL»

Muitos ainda se lembram da sonoridade que os japoneses Sigh praticavam por alturas «Hail Horror Hail» (1997) e que, o grupo liderado por Mirai Kawashima, manteve até «Imaginary Sonicscape» (2001), considerado o seu álbum-mor. Um misto de black metal sinfónico de uns Dimmu Borgir e Limbonic Art, misturado com a teatralidade dos Cradle of Filth e dos Arcturus. Sempre com uma visão única e avantgarde, que lhes valeu um contrato com a Century Media em 2000. O pior veio depois. Os Sigh optaram por dar mais ênfase à faceta progressiva/avantgarde e deixaram mais ou menos de lado o black metal teatral que lhes granjeou sucesso. O resultado foi um «Gallows Gallery» (2005) cuja master foi rejeitada pela Century Media, por causa da direcção musical e da fraca produção do disco. «Gallows Gallery* foi então lançado pela The End Records, que lhes editou ainda «Hangman's Hymn» (2007), um seguimento lógico mais aperfeiçoado de «Gallows Gallery». «Scened from Hell» vem novamente baralhar as contas, fazendo regressar a sonoridade antiga dos Sigh, mantendo uma postura progressiva no som, que nunca chega a soar descaradamente retro, mas antes como um fechar de um círculo em que a banda nipónica se reencontrou a si mesma. As viciantes malhas de «Scenes from Hell» são isso mesmo: uma amostra do know-how adquirido ao longo dos muitos anos de existência dos Sigh (desde 1990), demonstrado em por exemplo, «L'art de Mourir», «The Red Funeral» e «The Summer Funeral», esta última numa toada doom com excelentes solos. Um excelente trabalho para começar 2010. 8,5/10

Tuesday, January 26, 2010

OS MELHORES 100 ÁLBUNS DE METAL DA DÉCADA 00-09

1º Cult of Luna - Salvation

2º System of a Down - Toxicity


3º Opeth - Blackwater Park


4º Tool - Lateralus
5º Satyricon - Volcano
6º Neurosis - A Sun That Never Sets
7º Mastodon - Crack the Skye
8º Katatonia - Last Fair Deal Gone Down
9º Primordial - To the Nameless Dead
10º Meshuggah - Catch 33
11º Nevermore - Dead Heart in a Dead World
12º Watain - Sworn to the Dark
13º Slipknot - Iowa
14º Nile - In Their Darkened Shrines
15º Nightwish - Once
16º Celtic Frost - Monotheist
17º Isis - Oceanic
18º Electric Wizard - Dopethrone
19º Enslaved - Isa
20º Converge - You Fail Me
21º Killswitch Engage - Alive or Just Breathing
22º The Dillinger Escape Plan - Miss Machine
23º Pig Destroyer - Prowler in the Yard
24º Baroness - Red Album
25º Deftones - White Pony
26º Pain of Salvation - Remedy Lane
27º Mournful Congregation - The Monad of Creation
28º Dream Theater - Six Degrees of Inner Turbulence
29º Mastodon - Remission
30º Neurosis - The Eye of Every Storm
31º Katatonia - Viva Emptiness
32º Ahab - The Call of the Wretched Sea
33º Swallow the Sun - The Morning Never Came
34º Blut aus Nord - The Work Which Transforms God
35º Drudkh - Autumn Aurora
36º Orphaned Land - Mabool
37º Mayhem - A Grand Declaration of War
38º Dimmu Borgir - Puritanical Euphoric Misanthropia
39º Agalloch - Ashes Against the Grain
40º Slayer - Christ Illusion
41º Deathspell Omega - Fas - Ite, Maledicti, in Ignem Aeternum
42º Nasum - Helvete
43º Gojira – From Mars To Sirius
44º Shining – V: Halmstad
45º Symphony X - The Odyssey
46º Sleep - Dopesmoker
47º Immolation - Close to a World Below
48º Thorns - Thorns
49º Mastodon - Leviathan
50º Dimmu Borgir - Death Cult Armageddon
51º Dying Fetus - Destroy the Opposition
52º Akercocke - Words That Go Unspoken, Deeds That Go Undone
53º In Flames - Come Clarity
54º Immortal – Sons Of Northern Darkness
55º Agoraphobic Nosebleed – Frozen Corpses Stuffed With Dope
56º Burst - Origo
57º Amon Amarth - Twilight of the Thunder God
58º Metallica - Death Magnetic
59º Behemoth - Demigod
60º Ayreon - The Human Equation
61º Lost Horizon - A Flame to the Ground Beneath
62º Red Sparowes - At the Soundless Dawn
63º Skepticism - Farmakon
64º Lamb of God - Ashes of the Wake
65º Suffocation - Suffocation
66º Karma to Burn - Almost Heathen
67º Nevermore - This Godless Endeavor
68º Primordial - The Gathering Wilderness
69º Rhapsody - Power of the Dragonflame
70º Candlemass - Candlemass
71º Nile - Those Whom the Gods Detest
72º Therion - Lemuria/Sirius B
73º The Haunted - rEVOLVEr
74º Dark Tranquillity - Damage Done
75º Arch Enemy - Wages of Sin
76º Ulver - Shadows of the Sun
77º Craft - Terror Propaganda
78º Exodus - Tempo of the Damned
79º Hate Eternal - King of all Kings
80º Melechesh - Emissaries
81º Anaal Nathrakh - The Codex Necro
82º Morbid Angel - Gateways to Annihilation
83º Misery Index - Retaliate
84º The Great Deceiver - Terra Incognito
85º Kreator - Enemy of God
86º Him - Razorblade Romance
87º Dragonforce - Valley of the Damned
88º Lacuna Coil - Comalies
89º Anathema - A Natural Disaster
90º Kamelot - Karma
91º Vader - Litany
92º Iced Earth - Horror Show
93º Otep - Sevas Tra
94º Edguy - Mandrake
95º Hatebreed - Perserverance
96º SunnO))) - Black One
97º Within Temptation - Mother Earth
98º 3 Inches of Blood - Advance and Vanquish
99º Machine Head - Through the Ashes of Empires
100º Trivium - Ascendancy

Wednesday, January 20, 2010

FÉRIAS

Como já se devem ter apercebido, o Event Horizon tem estado sem grande actividade ao nível de posts. Isto deve-se ao facto de estarmos a gozar umas curtas férias, aproveitando para ouvir mais descontraidamente o nosso querido metal, ir à FIL ver os "nossos" Moonspell e assim evitar que este blogue se torne uma obrigação chata e repetitiva, em vez da paixão ao metal que nos fez em primeiro lugar abri-lo. Mas serão de facto umas curtinhas férias até ao dia 28, altura em disponibilizaremos aos primeiras reviews de 2010: Overkill, Ihsahn e Heathen. Iremos também colocar a compilação 2009, com cerca de 130 músicas, numa revisitação aos principais lançamentos do ano. Até breve! Paulo Figueiredo

Tuesday, January 12, 2010

RÁDIO ZERO PROCURA COLABORADORES

A Rádio Zero é mais que um espaço físico. É um meio experimental, que promove a criatividade e o espírito livre nos seus membros e ouvintes. Sem fins lucrativos e de duração ilimitada, é também uma rádio composta unicamente por voluntários que dão parte do seu tempo a este meio, constribuindo para o seu perfeito funcionamento.

E porque somos também uma grande escola, aqui aprende-se a fazer rádio, e, também a manter a rádio a funcionar. E queremos que tu experimentes. Neste momento procuramos novos colaboradores com espírito de iniciativa e vontade suficiente para que possamos continuar com o nosso mote "emitimos 24/7 para todo o mundo", mantendo o título de única rádio experimental na cidade de Lisboa.


Voluntários?
Procuramos: Gestores de grelha, Admin. informáticos, Técnicos de som

Conheçam o nosso projecto aqui:

http://radiozero.pt

António Silva - ant.matos.silva@gmail.com - 96 63 68 755

Thursday, January 07, 2010

OS MELHORES DE 2009: SWITCHTENSE

Depois dos Dawnrider, aqui ficam as escolhas dos Switchtense, autores de um dos grandes discos nacionais do ano («Confrontation of Souls»):

HUGO ANDRADE (Vocalista)
Slayer - «World Painted Blood»
Simbiose - «Fake Dimension»
RUI KARIA (Baixo)
Lamb of God - «Wrath»
Pitch Black - «Hate Division»
XINES (Bateria)
Lamb of God - «Wrath»
Oblique Rain - «October Dawn»
NETO (Guitarra)
Slayer - «World Painted Blood»
Pitch Black - «Hate Division»
PARDAL (Guitarra)
Hatesphere - «To The Nines»
Pitch Black - «Hate Division»

Wednesday, January 06, 2010

OS MELHORES DE 2009 - AS VOSSAS ESCOLHAS

Nacional


1º Process of Guilt - «Erosion»
2º Switchtense - «Confrontation of Souls»
3º Pitch Black - «Hate Divison»
4º Dawnrider - «Two»
5º Men Eater - «Vendaval»

Internacional

1º Mastodon - «Crack the Skye»
2º Blut aus Nord - «Memoria Vetusta II: A Dialogue With the Stars»
3º Katatonia - «Night is the New Day»
4º Slayer - «World Painted Blood»
5º Megadeth - «Endgame»

Saturday, January 02, 2010

TOP ÁLBUNS 2009 - INTERNACIONAIS

De facto não nos recordamos de um ano tão proveitoso, e não só ao nível nacional. Se nos debruçarmos em cada sub-género do metal, vemos que foi editado pelo menos um excelente disco em cada. Mas foi sobretudo um ano de grande colheita para death, black, doom e sludge. Para não falar do revivalismo thrash e da ascenção do deathcore ao trono da música extrema. Mas nem por isso o deathcore nos trouxe grandes álbuns. Mesmo as entidades máximas do estilo, Job For a Cowboy e Suicide Silence, gravaram bons álbuns mas longe de constituirem referências obrigatórias. Curiosamente o deathcore fez com que bandas de death metal acabassem por se transcender, tendo sido editados vários álbuns soberbos, a começar pelos álbuns de Nile, Portal e Ulcerate. Augury, Behemoth, Fleshgod Apocalypse, Lost Souls e Ex Deo, são apenas mais alguns exemplos de excelente death metal feito em 2009. Já o black teve nas sonoridades depressivas e na fusão com o sludge as maiores pérolas do ano. O movimento francês é nesta altura a referência máxima em termos de BM, já que os monstros sagrados do BM falharam em manter o estilo na mó de cima, à excepção dos Dark Funeral e dos Marduk. De resto, nota-se que é um género em constante mutação (basta ouvir o BM dos Cobalt), e sabe-se lá onde estará daqui por 2 anos. Quanto ao doom, apesar de que neste momento vive muito das fusões, no doom clássico até despontam algumas bandas interessantes como Griftegard, The 11th Hour e novamente os While Heaven Wept. Mas o grande filão do doom está precisamente nas fusões com o sludge (ver Eagle Twin e Abandon) e com o black metal (Amesouers, Peste Noire e Pensées Nocturnes). O sludge é o estilo da moda e pode ter tido em 2009 o seu ponto alto. Os Baroness e os Mastodon gravaram álbuns clássicos e os vários outros quadrantes da música extrema começam a incluir sludge nas suas canções. Já assistimos a isso no BM, no doom, no pós-metal (outro género em alta em 2009), só falta uma banda de death metal atravessada com sludge!!
Foi em suma um ano de óptima colheita, em que este vosso escriba ouviu cerca de 240 discos, e que originou algumas dificuldades na elaboração do top internacional. Aqui fica a lista com 30 discos, que consideramos os mais interessantes de 2009, numa escolha equilibrada entre as notas que aqui no Event Horizon atribuímos e os comentários da blogosfera. Resta desejar-vos um excelente 2010 com muito METAL!! Paulo Figueiredo

1º MASTODON - «CRACK THE SKYE»

2º NILE - «THOSE WHOM THE GODS DETEST»

3º COBALT - «GIN»

4º FUNERAL MIST - «MARANATHA»

5º ULCERATE - «EVERYTHING IS FIRE»

6º COALESCE - «OX»

7º PORTAL - «SWARTH»

8º ABANDON - «THE DEAD END»

9º ALICE IN CHAINS - «BLACK GIVES WAY TO BLUE»

10º BETWEEN THE BURIED AND ME - «THE GREAT MISDIRECT»

11º BARONESS - «BLUE RECORD»
12º PROCESS OF GUILT - «EROSION»
13º PENSÉES NOCTURNES - «VACUUM»
14º 1349 - «REVELATIONS OF THE BLACK FLAME»
15º DYING FETUS - «DESCEND INTO DEPRAVITY»
16º GRIFTEGARD - «SOLEMN, SACRED, SEVERE»
17º EAGLE TWIN - «THE UNKINDNESS OF CROWS»
18º ANAAL NATHRAKH - «IN THE CONSTELLATION OF THE BLACK WIDOW»
19º ISIS - «WAVERING RADIANT»
20º AMORPHIS - «SKYFORGER»
21º KYLESA - «STATIC TENSIONS»
22º SKITLIV - «SKANDINAVISK MISANTROPI»
23º GRAVE DIGGER - «BALLADS OF A HANGMAN»
24º DREAM THEATER - «BLACK CLOUDS & SILVER LININGS»
25º SLOUGH FEG - «APE UPRISING»
26º CELAN - «HALO»
27º ANCESTORS - «OF SOUND MIND»
28º TRIBULATION -«THE HORROR»
29º CANDLEMASS - «DEATH MAGIC DOOM»
30º CONVERGE - «AXE TO FALL»

TOP ÁLBUNS 2009 - NACIONAIS

Não nos recordamos de um ano tão proveitoso como este 2009, em termos de metal nacional. Foi tal a quantidade de álbuns interessantes a serem lançados durante estes 12 meses, que sentimos necessidade de elaborar pela primeira vez um top com 10 álbuns. Embora o primeiro lugar seja praticamente indiscutível, deparámo-nos como um lote de 3 discos que "lutaram" até à última pelo segundo lugar mais alto do pódio. Optámos pelo soberbo álbum dos Bosque. Um portento de funeral doom/black que lança o nome da banda para a frente do estilo em Portugal. Tanto Switchtense como Prayers of Sanity mereciam o pódio, mas optámos pelos Switchtense, uma vez que os Prayers of Sanity ainda estão no seu registo de estreia e terão algo a "provar", enquanto que os Switchtense já têm um bom currículo. Quanto à maravilha que é «Erosion» já foi quase tudo dito. Por certo terá destaque no mapa histórico do metal nacional.

1º PROCESS OF GUILT - «EROSION»2º BOSQUE - «PASSAGE» 3º SWITCHTENSE - «CONFRONTATION OF SOULS»
4º PRAYERS OF SANITY - «RELIGION BLINDNESS»
5º THEE ORAKLE - «METAPHORTIME»
6º OBLIQUE RAIN - «OCTOBER DAWN»
7º WITCHBREED - «HERETIC RAPTURE»
8º AVA INFERI - «BLOOD OF BACCHUS»
9º LUX FERRE - «ATRAE MATERIAE MONUMENTUM»
10º MEN EATER - «VENDAVAL»
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...