Nono álbum dos Dark Tranquillity, pioneiros do som de Gotemburgo, em que o grupo liderado por Mikael Stanne e Niklas Sundin assume um cuidado especial com os teclados de Martin Brändström, nomeadamente nas faixas «Dream Oblivion», «Her Silent Language» e «The Fatalist». Apesar da aposta no teclados e na atmosfera, como se pode confirmar em «Arkhangelsk», o grupo sueco não deixou a agressividade do death metal de lado. «Shadow of our Blood» e a dupla «IAm the Void»/«Surface the Infinite», por exemplo, mostram o lado mais acutilante dos Dark Tranquillity. A peça mais curiosa de «We Are the Void» é porém «Iridium», a faixa que encerra o disco, com Stanne num registo exemplar, na única música do álbum feita numa toada quase doom metal. Menos experimental e mais coeso do que «Fiction», «We Are the Void» atesta a capacidade dos Dark Tranquillity no que toca a reiventarem-se a si próprios, uma excelência já comprovada em anos anteriores, mas que ainda assim surpreenderá o mais exigente dos metaleiros. 9/10Melhores faixas: «Shadow in Our Blood», «Dream Oblivion», «Her Silent Language» e «Iridium».






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