
Antes de entrar propriamente na review ao último trabalho dos Arena, faço uma ressalva: não estou muito familiarizado com o conceito da banda. Conheço dois discos do grupo, mais concretamente «Immortal?» (2000) e «The Visitor» (1998). Assim sendo, farei uma apreciação sem incluir nota final, baseada no que conheço da banda britânica. «The Seventh Degree of Separation» traz consigo uma herança de rock/metal progressivo de culto que um disco como «Immortal?» ajudou a construir. Mas recordo-me bem que a música contida em «Immortal?» e «The Visitor» era variada, dinâmica, complexa e de natureza bem prog. Neste novo disco, temos muito pouco de desafiante. As primeiras canções «The Great Escapce» e «Rapture» apostam no acréscimo de peso e em estruturas simples de verso-refrão-verso-refrão, do que no carrossel artístico que identificamos no progressivo. Basta recordar temas como «The Butterfly Man», «Chosen», «In the Blink of an Eye» ou «Enemy Without» para os confrontarmos com as músicas do novo disco. Há qualquer coisa que se perdeu ao longo do caminho e que em «The Seventh Degree of Separation» falta: seja a magia de um grupo que viveu durante demasiado tempo à sombra do sucesso comercial do metal progressivo ou uma escolha pensada que não me parece beneficiá-los. De qualquer forma, «The Seventh Degree of Separation» contém grandes músicas como «Close Your Eyes», «The Ghost Walks», «Bed of Nails», «Burning Down» e «Trebuchet» que constroem uma atmosfera fantasmagórica que a capa do disco bem representa.


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