Quando ali por volta do final da década de 90, uns italianos chamados Rhapsody se lembraram de lançar um álbum de power metal sinfónico onde exploravam todo um imaginário remanescente de JRR Tolkien, várias foram as bandas que lhes seguiram as pisadas, criando um movimento que durou até 2003/2004, perdendo grande fulgor quando os próprios Rhapsody assinaram com a Magic Circle e entraram em megalomanias conceptuais e convidados de pompa e circunstância. Entretanto no meio de tudo isto, alguns grupos iam paulatinamente cimentando o seu espaço e lançando álbuns do género, cheios de qualidade, como é o caso dos suecos Dragonland. «Under the Grey Banner» é a terceira parte do trabalho conceptual «The Dragonlord Chronicles» explorado nos dois primeiros discos da banda e mais um trabalho cheio de magia e boa música. Adoptando alguns trejeitos de bandas como Epica e Within Temptation (ouvir «The Tempest» por exemplo), o grupo mostra estar bem atento ao que se vai fazendo por aí, mas dá sempre primazia a uma sonoridade clássica, assente em Stratovarius, Rhapsody e até Kamelot. O resultado permite aos Dragonland mostrar malhas fantásticas como «Shadow of the Mithril Mountains», «A Thousand Towers White», «Fire and Brimstone» (esta com um feeling muito Bal-Sagoth) e a pulsante «The Black Mare». A banda tem ainda tempo para explorar um folk mais descarado em «Lady of Goldenwood» com óptimos resultados e os surpreendentes riffs doom metal em «Durnir's Forge». «Under the Grey Banner» termina com um semi-épico de 8 minutos cuja atmosfera é invocativa do espírito tolkiano, assim como a derradeira «Ivory Shores» que faz lembrar a sequência da partida para os Grey Havens no filme de Peter Jackson. Um excelente álbum para quem aprecia bom power metal de cariz fantasista. 9/10Monday, December 05, 2011
DRAGONLAND - «UNDER THE GREY BANNER»
Quando ali por volta do final da década de 90, uns italianos chamados Rhapsody se lembraram de lançar um álbum de power metal sinfónico onde exploravam todo um imaginário remanescente de JRR Tolkien, várias foram as bandas que lhes seguiram as pisadas, criando um movimento que durou até 2003/2004, perdendo grande fulgor quando os próprios Rhapsody assinaram com a Magic Circle e entraram em megalomanias conceptuais e convidados de pompa e circunstância. Entretanto no meio de tudo isto, alguns grupos iam paulatinamente cimentando o seu espaço e lançando álbuns do género, cheios de qualidade, como é o caso dos suecos Dragonland. «Under the Grey Banner» é a terceira parte do trabalho conceptual «The Dragonlord Chronicles» explorado nos dois primeiros discos da banda e mais um trabalho cheio de magia e boa música. Adoptando alguns trejeitos de bandas como Epica e Within Temptation (ouvir «The Tempest» por exemplo), o grupo mostra estar bem atento ao que se vai fazendo por aí, mas dá sempre primazia a uma sonoridade clássica, assente em Stratovarius, Rhapsody e até Kamelot. O resultado permite aos Dragonland mostrar malhas fantásticas como «Shadow of the Mithril Mountains», «A Thousand Towers White», «Fire and Brimstone» (esta com um feeling muito Bal-Sagoth) e a pulsante «The Black Mare». A banda tem ainda tempo para explorar um folk mais descarado em «Lady of Goldenwood» com óptimos resultados e os surpreendentes riffs doom metal em «Durnir's Forge». «Under the Grey Banner» termina com um semi-épico de 8 minutos cuja atmosfera é invocativa do espírito tolkiano, assim como a derradeira «Ivory Shores» que faz lembrar a sequência da partida para os Grey Havens no filme de Peter Jackson. Um excelente álbum para quem aprecia bom power metal de cariz fantasista. 9/10
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