Sunday, January 30, 2011

CROWBAR - «SEVER THE WICKED HAND»

Os Crowbar são um dos primeiros grandes regressos de 2011. Banda que tem estado arredada dos álbuns de originais desde 2005 com «Lifesblood for the Downtrodden» que, apesar de tudo, foi um álbum bem recebido por fãs e críticas. Ora, 6 anos separam esse álbum de «Sever the Wicked Hand», um disco que às primeiras escutadelas não impressiona, sentindo-se inclusivamente um certo desleixo pela vulgaridade de muito do material contido ao longo do álbum. Mas se é verdade que «Sever the Wicked Hand» não está ao nível da maior parte dos álbuns de Crowbar, não o é menos que várias músicas são growers que ao fim de algum tempo ganham uma dimensão impressionante alojando-se na massa cinzenta, diria até, involuntariamente. São os casos de «Liquid Sky and Cold Black Earth», «Let Me Mourn» e «Echo an Eternity». «Sever the Wicked Hand» tem as suas deficências mas o calibre de petardos como «Isolation (Desperation)» e «The Cemetery Angels» fazem deste disco um produto acima da média. 7,5/10

ABYSMAL DAWN - «LEVELING THE PLANE OF EXISTENCE»

Terceiro álbum para os deathsters americanos Abysmal Dawn, banda que se mantém fiel ao death metal dos 90's não deixando de piscar o olho ao death técnico que se tem feito na última década. «Leveling the Plane of Existence» vê os Abysmal Dawn a refinarem a sua capacidade para construírem canções duradouras, algo muitíssimo complicado quando toca a death metal brutal e técnico. Porém, músicas como «Pixilated Ignorance» e sobretudo no fantástico tema-título, os Abysmal Dawn sobrepõem o catchiness das linhas vocais à brutalidade non-sense em que muitos álbuns do género caem. Erik Rutan dos Hate Eternal está encarregado pela masterização e temos direito a dois convidados de luxo, Moyses Kolesne (Krisiun) e Kragen Lum (Heathen). Sem ser um registo obrigatório, até porque no que diz respeito ao death metal, o monstro que os Ulcerate lançaram recentemente centra todas as atenções em seu redor, «Leveling the Plane of Existence» é um álbum para quem é averso a experimentalismos no death metal e prefere-o em estado bruto. 7,2/10

FALKENBACH - «TIURIDA»

É impressionante a uniformidade de opiniões em relação aos Falkenbach. Navegando pela net é possível constatar que a banda de Vratyas Vakyas congrega muitos fãs e ao nível da crítica é muito difícil encontrar quem tenha algo de negativo a apontar aos germânicos. Pode-se pensar que tal deve-se ao momento extremamente gratificante que o folk metal vive actualmente, mas se tivermos em conta que o magnum opus dos Falkenbach, «...Magni Blandinn Ok Megintiri...» foi editado em 1998, é perceptível que este grupo já existia muito antes do boom do folk metal. «Tiurida» confirma-os como uma das mais imponentes e sugestivas bandas do folk metal da actualidade. Primeiro porque não se limitam ao folk, incluíndo uma grande parcela de black metal épico (pensem nos primeiros álbuns de Enslaved) e porque também invocam com grande classe o mestre Quorthon. Seja na epicidade de «Time Between Dog and Wolf» e «In Flames» ou no exotismo contagiante de «Tanfana», «Tiurida» é revestido de um sentimento inigualável e irresistível, só ao alcance dos grandes álbuns. Recomendadíssimo. 8,9/10

IMPIETY - «WORSHIPPERS OF THE SEVENTH TYRANNY»

Composto por apenas uma única faixa de 38 minutos, «Worshippers of the Seventh Tyranny» pode ser visto como um manifesto contra uma cultura do single que a Internet ajudou a exponenciar de forma decisiva. Com a quantidade absurda de álbuns que são lançados actualmente, muita gente opta por ouvir uma ou duas músicas e nem sequer chega a dar a devida atenção ao álbum como um todo. Aqui esse hábito deixa de fazer sentido, apesar de musicalmente haver muito pouco para contar. Estamos perante um black thrash metal que se mantém fiel às raízes estabelecidas pelos próprios Impiety, banda singapurenha, que detém um estatuto de culto pelas hostes do retro black thrash metal, na senda de uns Celtic Frost e Usurper. «Worshippers of the Seventh Tyranny» não é de todo o melhor álbum de Impiety, a monotonia que se instala a certas alturas da épica música prova isso, mas não deixa de ser mais uma proposta válida para fãs do género. 7/10

SIRENIA - «THE ENIGMA OF LIFE»

«The Enigma of Life» sublinha de forma bastante evidente a opção de Morten Veland em seguir o trilho do gothic rock que encontra actualmente um público considerável que os Sirenia tentam a cada novo disco atraír. Tudo bem até aqui, não podemos julgar uma banda por optar por caminhos comerciais, mesmo que isso nos custe. A questão que se coloca é que «The Enigma of Life» não proporciona gothic rock de qualidade, mas sim, uma receita tão pouco original e aborrecida que se torna dificil de acreditar que os próprios fãs ferrenhos de Sirenia e os adeptos deste tipo de sonoridade, possam gostar destas músicas. Curiosamente os elementos comuns a todos os álbuns de Sirenia estão lá: os coros, os guturais esporádicos de Veland e a voz feminina bem sensual de Ailyn. Se bem que a péssima produção torne o disco frio e distante, como no caso das guitarras que não passam de zumbidos de abelhas a fazer ruído de fundo para os teclados pomposos bem puxados à frente. Resumidamente, «The Enigma of Life» pode até trazer aos Sirenia o sucesso tão desejado, mas é de longe uma das coisas mais "inóspitas" que ouvi nos últimos tempos. E, sem querer soar nostálgico, se é disto que os jovens gostam, então há qualquer de muito errado no metal actualmente. 2/10

Thursday, January 20, 2011

BATTLELORE - «DOOMBOUND»

Olhando para a recente discografia dos finlandeses Battlelore, é notório que o grupo tinha vindo cada vez mais a enveredar pelo caminhos do folk/gothic metal easy listening faltando-lhe a epicidade característica dos melhores álbuns da banda, «Where the Shadows Lie» e «Sword's Song», isto apesar de qualitativamente «The Last Alliance» por exemplo ser um disco muito bom. Ora, «Doombound» é precisamente um excelente cruzamento entre a epicidade dos primeiros discos e as melodias directas de «The Last Alliance» fazendo deste álbum de 2011, sem grandes polémicas, o melhor trabalho dos Battlelore até à data. A peça melancólica semi-prog que abre o álbum, «Bloodstained», atesta a classe do colectivo, assim como as magníficas «Iron of Death» e «Bow and Helm», cujos riffs chegam a fazer lembrar uns Amon Amarth, sem que haja qualquer tipo de colagem oportunista. Já as mais directas «Enchanted», «Karmessurma» e «Men as Wolves» podiam estar no álbum anterior, embora sejam revestidas da tal opção de fazer de «Doombound» um álbum mais orientado para as guitarras, embora os teclados ainda tenham um acentuado protagonismo, sempre com mestria, nomeadamente em «Enchanted». O tema título sublinha isto com um riff doom de chorar por mais. Sem quedarem-se pelo facilitismo de abraçarem a moda do folk metal, os Battlelore exploraram em «Doombound» a sua faceta mais obscura, que assenta na perfeição ao tópico do álbum. Trata-se de uma obra conceptual sobre Turin Turambar, uma das mais admiráveis e trágicas personagens do universo de JRR Tolkien. Aconselho ainda a edição limitada com o DVD «10 Years of Battlelore» que inclui dois concertos, videoclips e galeria de fotos. 9/10

ULCERATE - «THE DESTROYERS OF ALL»

Dificilmente alguém se esquece do impacto do primeiro contacto com os Ulcerate, banda verdadeiramente ímpar no panorama do death metal actual e que com apenas dois álbuns de estúdio de tornou numa das mais promissoras bandas do género em muitos anos. Aliás, o anterior «Everything is Fire» teve honras de nota máxima aqui no Event Horizon em 2009 e considerámo-lo o 5º melhor álbum desse ano. Altas expectativas para este sucessor «The Destroyers of All». As primeiras ilações (comprovadas mais tarde) mostraram que neste álbum, os neo-zelandeses quiseram dar maior amplitude ao seu death metal, dotando as suas composições de uma considerável dose de experimentação. Não que a brutalidade dos álbuns anteriores tenha sido removida, foi apenas transformada. Em oposição ao letal ataque técnico de «Everything is Fire», este terceiro álbum dos Ulcerate confere os seus temas, passagens mais balanceadas contribuíndo para um ambiente geral ainda mais desafiante. Oiçam «Dead Oceans» e «The Hollow Idols» para perceber o quão amadurecidas estão as composições dos Ulcerate que não necessitam de tocar sempre a 200 à hora para tornar o seu material pesado e opressivo. Ainda mais nas épicas «Omens» e «The Destroyers of All» que encerram o álbum de forma absolutamente brilhante. Uma evolução perfeita e um disco soberbo que de facto destrói tudo, fazem dos Ulcerate um dos melhores grupos de death metal da actualidade. Flawless victory... mais uma vez. 10/10

EARTH - «ANGELS OF DARKNESS, DEMONS OF LIGHT I»

Mais um álbum de originais com um título longo, este «Angels of Darkness, Demons of Light I» apresenta uma continuação da sonoridade mais "terra-a-terra" do anterior «The Bees Made Honey in the Lion's Skull». É um álbum simples, focado em extraír dos instrumentos uma humanidade que faz arrepiar o corpo. Nomeadamente na forma orgânica como tudo soa, aproximando as músicas de uma banda sonora que hipnotiza e apetece ouvir durante horas. Seja no riff sabbathiano de «Old Black» ou na sensibilidade western de «Hell's Winter», este disco proporciona uma viagem repleta de imagens fabricadas pelos dotes artísticos dos Earth. Totalmente instrumental, como de costume, «Angels of Darkness, Demons of Light I» é o oposto de quase tudo o que se pode encontrar no universo musical metaleiro ou não; é uma banda que deixa a música falar por si, sem golpes publicitários, trends ou produções milagrosas. Algo muito raro hoje em dia. 9,3/10

ARTAS - «RIOTOLOGY»

Já no álbum de estreia «The Healing», Os austríacos Artas não tinham causado grande impressão com o seu thrash/death pseudo-épico salpicado com metalcore, na onda de uns Winds of Plague. No entanto, «Riotology» consegue afundar ainda mais o barco e demonstrar que existem bandas que são autênticos erros de casting por parte das editoras que procuram cada vez com mais desespero o next big thing. Não se percebe é como é que a Napalm Records, uma das editoras responsáveis pelo boom do gothic metal nos anos 90, assina estes Artas. «Riotology» é um conjunto de faixas que, como já se disse, misturam thrash e death metal e atribuem-lhe a melodia e os refrões de voz limpa do metalcore. O resultado poderia eventualmente até ser interessante (não se trata de bater nesta sonoridade/fusão que tem até proposta interessantes: Trivium e Shadows Fall), mas nem uma coisa nem outra. Músicas como «Fortress of No Hope» e «Between Poets And Murderers» ainda conseguem ser de alguma forma efectivas, contudo não passam de músicas medianas num álbum em que 90% do material é medonho. Ainda por cima, são 16 músicas num total de 68 minutos de desperdício de tempo e dinheiro. Podem até ser uns poliglotas (cantam em inglês, austríaco, francês e espanhol), mas não têm jeitinho nenhum para compôr música pesada. 3/10

MACABRE - «GRIM SCARY TALES»

Não parece, mas os Macabre andam por aqui já desde 1984. São-lhes atribuidos louros pela enorme influência no death e thrash metal, embora sejam ainda hoje uma banda totalmente underground. «Grim Scary Tales» é o seu 5º álbum de originais, onde compilam 14 histórias de assassinos famosos entre os quais Vlad Tepes, Karl Großmann, Nero e Lizzy Borden. A música em si permanece tão psicótica quanto nos anteriores álbuns, misturando descargas insanas como «The Ripper Tramp of France» com outras mais melódicas com vocais a roçar a pura paródia em «The Bloody Benders» e «Mary Ann». Uma ressalva para os vocais de Nefarious e Corporate Death, que para quem não conhece, ficam bastante longe do convencional grunho do death metal. Um álbum sanguinário que ainda oferece uma interessante cover de «Countess Bathory» dos eternos Venom. 7,2/10

Thursday, January 13, 2011

BELPHEGOR - «BLOOD MAGICK NECROMANCE»

«Blood Magick Necromance» é o 9º álbum dos austríacos Belphegor, banda altamente produtiva dos meandros black/death metal mas que sempre apresentou registos que apesar de serem positivos quedavam-se não raras vezes pelo rótulo de "apenas mais um álbum dos Belphegor". É verdade que a banda de Helmuth e Serpenth pouco evoluiu nos últimos anos, mais concretamente desde da transfiguração da era «The Last Supper»/«Blutsabbath»/«Necrodaemon Terrosathan» para a era mais "colorida" iniciada em «Lucifer Incestus». Apenas uma ressalva para o incompreendido «Bondage Goat Zombie», que viu os Belphegor despir a roupagem do peso para dar ênfase a estruturas melódicas mais directas e catchy. Rapidamente Helmuth arrepiou caminho e trouxe de volta a agressividade non-sense naquele que é o pior registo dos Belphegor, «Walpurgis Rites - Hexenwahn». «Blood Magick Necromance» traz de volta o sentido mais dinâmico e melódico da banda e também mais orgânico no sentido de produção. Para este efeito os Belphegor trabalharam com o famoso Peter Tagtgren nos seus Abyss Studios e o resultado roça o brilhantismo. Ajuda certamente a qualidade das próprias músicas que mantêm a agressividade e a aura de decadência próprias dos Belphegor, como recuperam o sentido melódico de «Bondage Goat Zombie» e misturam-no com o black doom obscuro do «Goatreich Fleshcult». As quatro poderosas músicas que abrem o álbum atestam-no, nomeadamente a faixa título e a favorita «Discipline Through Punishment» (o melhor refrão de sempre dos Belphegor está aqui). Infelizmente a segunda parte do álbum não corresponde de forma tão eficaz, excepto na «Impaled Upon the Tongue of Sathan», ficando a sensação de que Helmuth e Serpenth podem ter apressado um pouco a feitura deste álbum. Claramente um dos melhores capítulos da carreira dos Belphegor, ficando no entanto a ideia de que se lhe tivessem dedicado mais tempo, poderiam ter perfeitamente composto um álbum que rebentaria com toda a concorrência este ano. 8,5/10

STRATOVARIUS - «ELYSIUM»

Ultrapassada a turbulência interna que quase deu por terminada a existência dos Stratovarius, tem sido lenta a regeneração protagonizada por Timo Kotipelto e restantes membros, depois de terem editado um conjunto de discos assustadoramente fracos como os «Elements» parte I e II e o disco homónimo já considerado o pior álbum de sempre dos finlandeses. Sanadas as quezílias internas, «Polaris» reacendeu a chama do power metal melódico e trouxe de volta parcialmente os Stratovarius que os fãs conheciam dos clássicos «Destiny» e «Visions» apesar de não ser de todo um álbum perfeito. «Elysium» é sem margem para dúvidas o melhor esforço dos Stratovarius desde «Destiny» de 1998. Possui todos os elementos que fazem dos Stratovarius um dos estandartes máximos do power metal melódico, desde logo nas brilhantes «Darkest Hours», «Under Flaming Skies» e «The Game Never Ends», assim como nas antémicas «Fairness Justified» e «Lifetime in a Moment». Para o fim fica a surpreendente faixa título com os seus 18 minutos, que incrivelmente nunca se torna aborrecida e que resume todo o material que podemos encontrar em «Elysium». Um disco sem pontos mortos («Move the Mountain» é o momento menos bom, mas nem por isso pode ser considerado filler), que se desenvolve a velocidade considerável, variado e com muitos hinos ao nível das melhores malhas do repertório dos Stratovarius. Caso para dizer: bemvindos de volta! 9/10

LEGION OF THE DAMNED - «DESCENT INTO CHAOS»

Parece dado adquirido que os Legion of the Damned irão editar todos os seus álbuns no início de cada ano e verdade seja dita, tem sido uma estratégia que tem resultado bastante bem, tendo em conta a crescente popularidade do grupo holandês. Pena que no que diz respeito aos seus álbuns de estúdio, a banda tem vindo a entrar em evidente curva descendente. Basta pegar nos dois primeiros álbuns e compará-los com este «Descent Into Chaos». Existe neste 5º álbum dos Legion of the Damned (contando com as regravações de «Feel the Blade») uma enorme sensação de dejá-vù pela reciclagem de ideias e incapacidade do grupo em efectivar qualquer tipo de progressão ao seu som. Naturalmente que ninguém pede a uma banda de thrash que desate a mudar de sonoridade, mas que pelos menos consiga manter uma capacidade composicional que faça das suas músicas não apenas um conjunto de clichés obrigatoriemente seguidos à risca, ainda mais quando os Legion of the Damned são fortemente e cada vez mais influenciados pelos germânicos Sodom, esperava-se um afastamento e não precisamente o oposto. «Descent Into Chaos» é o seu disco mais Sodomizado até à data (até a temática bélica está semelhante), e óbviamente o destaque a dar aos Legion of the Damned não é particularmente animador. 6/10

MITOCHONDRION - «PARASIGNOSIS»

«Parasignosis» é o segundo longa duração dos canadianos Mitochondrion, banda apostada num death metal obscuro à semelhança de uns Portal. Mas enquanto os australianos são sem dúvida uma banda com uma sonoridade distinta de tudo o resto, os Mitochondrion são bem mais "conservadores", indo buscar muito do death metal americano, nomeadamente a Morbid Angel (oiçam «Trials») e aos Nile (a nível vocal é notório), acrescentando ainda passagens de black metal, ou melhor do chamado pós-black metal dos Deathspell Omega, por exemplo. «Parasignosis» funciona particularmente bem como um todo, inclusivamente poderia até ser considerado apenas uma faixa. É extremamente coeso, com ideias que mantém o ouvinte atento ao longo de um disco que possui músicas longas como «Tetravirulence» e «Banishment (Undecaphosphoric)». Outra das características principais deste segundo opus da banda editada pela Profound Lore é sem dúvida a forte carga atmosférica que imprime às canções que, pode ser opressiva como na fase intermediária de «Tetravirulence», como assume sem complexos a vertente mais experimental no longo outro de quase 10 minutos que finaliza o disco. «Parasignosis» é uma excelente proposta para quem aprecia death metal obscuro, poderoso e intrincado. 2011 começa muitissimo bem. 9/10

Saturday, January 08, 2011

BALANÇO 2010 - AS VOSSAS ESCOLHAS

1º Alcest - Écailles de Lune
2º Triptykon - Eparistera Daimones
3º Eluveitie - Everything Remains As It Never Was
4º Enslaved - Axioma Ethica Odini
5º Helloween - 7 Sinners

1º Crushing Sun - TAO
2º Painted Black - Cold Comfort
3º Mourning Lenore - Loosely Bounded Infinities
4º Gwydion - Horn Triskelion
5º Why Angels Fall - The Unveiling
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